ABRINDO MÃO DA PERFEIÇÃO

Atravessar um único dia é como estar numa espaçonave passando entre corpos celestes. Cada massa, pequena ou grande, tem sua força de atração gravitacional, e os viajantes mudam de direção continuamente. Observe como é preciso muito pouco para nos desviarmos do rumo. No entanto, há uma enorme diferença entre desviar-se ocasionalmente do rumo interior que estabelecemos para nós mesmos e escolher o caminho apontado pelos outros.

Se fizéssemos tudo de maneira diferente, mais ou menos as mesmas pessoas concordariam que também estaríamos errados. Fazer o quê? Nada? Não, isto também seria erro, porque seria uma reação, não um objetivo. Continuaríamos sendo vítimas das vozes dissonantes. Se agirmos sem nenhum senso de direção interior, o resultado não terá nenhum valor duradouro. Não poderá ajudar uma pessoa querida nem alimentar nossa alma. Jamais podemos “consertar” ou “fazer alguma coisa acontecer”. Quando este é o nosso objetivo, estamos valorizando o resultado errado. A perfeição não está na maneira como as coisas acontecem. Mas podemos atuar a partir da paz, fazendo da paz o nosso objetivo.

E se fôssemos coerentes sobre o que somos, mas cheios de dúvida em relação ao que vemos? E se olhássemos para tudo com interesse de marinheiro de primeira viagem? Diríamos para nós mesmos:”Hoje terei olhos flexíveis. Estou decidido a olhar para tudo com suavidade. Não farei nenhum julgamento antes do tempo. A cada momento me lembrarei do fato de que jamais vivi este dia antes que jamais tive esta conversa por telefone antes, jamais estive no meio desta multidão, jamais olhei para este céu, jamais tive esta sensação. Todas as circunstâncias são um pouquinho diferentes hoje do que jamais foram antes. Cada diferença será um prêmio que juntarei, e no final do dia serei rico em novidades.”

por-do-sol1

Debaixo das minhas reações habituais está a tranqüilidade do meu coração. Debaixo do caos do mundo está a plenitude da paz.

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